Poemas
A Mágica da Vida
Oh Céus que distraem os pássaros na ilusão de
que a liberdade está solta quando só revolta.
Oh Céus de todos os matizes e precipícios
de abundância restrita às tempestades sem início.
Esqueçam os reinos de desmandos e sacrifícios.
Do outro lado de seus azuis os leões são mais humanos!
Trague os magmas dos penhascos vulcânicos a borboleta do
destino, para que os Céus renasçam dos oceanos.
As dores das profundezas não passam de fáceis escolhas
quando o que temos pela frente é uma difícil colheita de acasos.
Oh Céus de magnólias secas e tulipas sem pensamento!
Devolva as estrelas para que os corações sirvam aos desígnios
Este seu Deus que já desvirtuou-se nos ardores da raça da razão.
Céus, quem são vocês que não suportam o claustro da Terra?
Réus da ventania, culpados de desertarem da luta dos homens,
Não neguem o bálsamo das brisas às tristezas outonais de abril.
Entreguem-me a mágica intacta, arranquem-na destes maxilares.
Preciso encontrá-la exuberante de vocês, febril, lúdica,
imaginária!